A arte brasileira costuma ser estudada como uma lista de nomes. Funciona melhor como um fio: cada momento responde ao anterior.
O barroco mineiro, com Aleijadinho e Mestre Ataíde, nasce do ouro e da religiosidade colonial, com dramaticidade, curvas e talha dourada. A missão artística francesa e a Academia Imperial trazem o gosto neoclássico e a pintura histórica que ajuda a construir uma imagem oficial do Império.
A Semana de 22 rompe com esse modelo. Tarsila, Anita Malfatti e Di Cavalcanti buscam uma linguagem moderna com temas brasileiros, e a Antropofagia propõe devorar a influência estrangeira em vez de copiá-la. Nos anos 1950, o concretismo e o neoconcretismo deslocam a arte para a geometria e depois para a participação do público, com Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Da década de 1970 em diante, a produção contemporânea incorpora instalação, performance, fotografia, vídeo e arte urbana, além de recolocar em cena artistas indígenas e afro-brasileiros historicamente apagados.
Guardar esses cinco elos dá sentido a qualquer obra nova que apareça na prova.
