A antropologia oferece duas operações que organizam o pensamento sociológico: estranhar o familiar e familiarizar-se com o estranho.
Etnocentrismo é julgar outra cultura a partir dos valores da própria, tomando os seus como padrão universal. Aparece em julgamentos sobre alimentação, religião, vestuário e formas de organização familiar.
O relativismo cultural propõe compreender cada prática dentro do seu próprio sistema de sentidos. Isso não significa aceitar qualquer prática sem crítica — significa entender antes de julgar, o que é uma exigência metodológica.
Um exercício útil: descreva um hábito brasileiro cotidiano, como o almoço de domingo em família ou a fila de banco, como se fosse um observador estrangeiro. O estranhamento revela normas que nunca foram ditas em voz alta.
É desse exercício que nascem as melhores respostas em questões sobre cultura e identidade.
