Desigualdade no Brasil não é apenas uma questão de renda; ela se organiza em dimensões que se cruzam.
A dimensão de classe aparece na concentração de renda e patrimônio e no acesso desigual a serviços. A racial mostra que pessoas negras recebem menos pelo mesmo trabalho e têm maior taxa de mortalidade violenta. A de gênero aparece na dupla jornada, na diferença salarial e na sub-representação política.
A dimensão territorial costuma ser esquecida: o CEP determina tempo de deslocamento, qualidade da escola, acesso a saneamento e exposição à violência.
O conceito de interseccionalidade descreve como essas dimensões se somam, e é ele que explica por que uma mulher negra de periferia enfrenta obstáculos que não são a simples soma de cada desigualdade isolada.
Em redação e questões discursivas, articular conceito e dado recente é o que diferencia uma resposta mediana de uma resposta forte.
